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Mostrando postagens de Junho, 2010

Mais uma vez

Olhos molhados Peito apertado, rasgado Por mais um instante o meu chão se moveu Por mais um minuto meu corpo tremeu Me deu um momento e pediu alento Eu quero um espaço e peço mais tempo Meu corpo cansou, o cérebro pifou, minha pele arriou O coração requer atenção, a máquina vacila Não foi preparada para funções tão rápidas Trabalho freelancer, uma semana, um mês, nem mais uma chance Drama? Cama? Não, somente resposta, apenas resquício Me jogo pro alto, te jogo pro chão Cansei de jogar, de correr, de cansar De olhar mareado, molhado, rasgado, sufocado De malhos apertados, duvidosos, dissimulados Procuro explicar, entender, planejar, simular Me vem novidade, às vezes memória Recordação, tentação Sensação, alucinação Me faz inventar, supor, viajar, me devolve pra lógica Me torna criança, ingênua, romântica, caótica Penso em alma, calma, presença, física quântica Em não pensar, em pra que me esforçar E se tudo parar, rodar e eu me enforcar? Me enforco, me enrosco, me solto, te mordo Te mato de fato, te rasgo, te …